As turmas do 8.º ano do Agrupamento de Ourém, no âmbito da autonomia e flexibilidade curricular, optaram por desenvolver trabalhos de projeto dedicados a algumas espécies autóctones (o sobreiro e o castanheiro) e à introdução da batateira em Portugal, expostos no átrio da escola sede.
A castanha vive no nosso imaginário outonal e mais do que uma guloseima desta estação do ano, a castanha traz uma história de sobrevivência das populações, anterior à introdução da batata na Europa. As castanhas, no passado, chegaram a substituir o pão na sua ausência e faziam as vezes das batatas que ainda não tinham sido descobertas pelos espanhóis. O conhecimento deste tubérculo revolucionou a história da alimentação do povo europeu.
O sobreiro, Árvore Nacional de Portugal, é uma das espécies mais ameaçadas e emblemáticas do nosso país. Nada se desperdiça no sobreiro. O seu fruto, a bolota, é utilizado para a propagação da própria árvore, como alimento de certos animais e no fabrico de óleos culinários. As folhas são usadas como fertilizante natural e como forragem. Lenha e carvão vegetal são materiais que resultam da poda. E os ácidos naturais encontrados na madeira do sobreiro fazem parte da composição de produtos de beleza e de produtos químicos. Atualmente, a bolota está a ser utilizada em algumas iguarias em regiões do Alentejo.